segunda-feira, 16 de agosto de 2010

" Delírio "

Em silênçio me calei, pois nem mais o eco me concedeu, nesse sonho de orfeu que a vida me tolheu, num infinito caminho me coloquei à trilhar para ver seu sorriso respingar , um gota de saliva suar , em meus lábios poder tocar, beijos voluptuosos , simbióticos não mais poderem se clonar , entrelaçados como criãnças , braços e pernas se refugiar , em areia branca de praia nús a delirar , prazer inteso e gemidos , intermitentes , celebrando a paixão, de marinheiros naufragos , suando seu sexo sem compreensão , num gozo animalesco sem perdão , fui amigo criãnça e gente , ser humano como colcha retalhada , mutilado ao sentir teu partir , me arrancando pele como de peixe sem pedir, palhaço solitário fiquei sem rir, minha terra ficou árida e fétida , intensamente sem nuances de vida , quando voçê me expeliu quase moribundo , hoje desse seu mundo confuso , alimentando uma esperãnça traída ,nessa oculta estrada sofrida , forte ao seu lado fiquei , tirano insurgente contra dor , escudo inabalável me me tornei , chuva aos céus clamei , para esconder minhas lágrimas rosto abaixo do desesperado odor iconoclástico , intensamente seu fui no deserto , que nem mais o vento ousava te tocar , medo tinha de se contaminar , me transformei em agua , para sua sede matar que desçe sua garganta inebriante , venenosamente a te aprisionar , nesse universo itinerante , fui mais que um transeunte a vagar , a olhar pelas vitrines de seu rosto e dentro dessa loja de seu corpo , completamente me enlouqueçendo suspirar , sem caríçias , gestos ou palavras , poder infinitamente comprae , num mar revolto entre pensamentos ! fragmentos desconexos me puz a exilar da inundação mediocre a te afogar , que te açoitou como fogo de uma pira sem atletas para desfilar, fiz de mim uma rede para voçê descançar e calorosamente voçê refletir e quiça chorar , contudo nem o som de uma lágima vi derramar , pois preso no seu ego sem teto , voçê procura se refugiar , senti o tempo ! Gritar para o riacho saçiar! Meu coração perplexo de seu confinamento nessa torre equidistante ilusória desmoronar , para te ver voltar , e sorrindo me entoar , que tudo foi um sonho maldito , que o destino permitiu em seu organismo deflagrar , para te atormentar sem cessar ! Maldito destino , que fez teu coração pedra embrulhar , para se proteger do terror , torturante em trevas virar , tornando agua limpa em sangue e não podermos sensatamente nos tocar , minha voz foi abafada , surrada , indignamnte amaldiçoada , sem çhão fiquei só , numa noite fria sua presença se esqueçia , de meu nome ,corpo , cheiro e suor e forçadamente virei pó , assim se assassinava o tributo , sem pedestal , flores nem soluço ,um solilóquio nesse palco , onde o tal do amor jaz luto , não teve valor absoluto , medo aterrorizante suplantou , carregou para as profundezas do " Hades" , e ali em necróptica cor se tornou , restou apenas o silênçio na neve com frio , que nem as crianças o enxergam , nem o chamam para brincar , elas também não querem perder , o brilho do olhar em viver e se tornar num anônimo enterro , sem ao menos chançe de reçusçitar ,por causa de um idiota receio medo de amar.







( Autor - Enzo Tenansky)